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Um Caso da Síndrome Mão-Pé-Boca é confirmado em São João.

FOTO: Imagem Ilustrativa

Um Caso da Síndrome Mão-Pé-Boca é confirmado em São João.

Não existe vacina contra a doença.

A Síndrome Mão-Pé-Boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites que é uma espécie de afta que afeta a mucosa da boca. Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. Em São João foi confirmado um caso. A enfermeira do Setor de Epidemiologia da Secretaria de Saúde do Município Simona Scholz salientou que aos pais ou responsáveis ao perceberem qualquer sinal o recomendado é procurar orientação médica: “... o recomendado é levar para o médico até porque o ideal é que essa pessoa seja afastada, ou seja, se for adulto e estiver trabalhando, deve ser afastada do trabalho, se for criança deve ser afastada da escola ou creche por pelo menos sete dias para evitar a transmissão...” frisou Simona.

São sinais característicos da doença mão-pé-boca:

  • Febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
  • Aparecimento na boca, amídalas e faringe de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
  • Erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. Não existe vacina contra a doença.

SINTOMAS

O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. Quando a sintomatologia típica da doença mão-pé-boca se instala, a erupção das lesões na orofaringe é antecedida por um período de febre alta e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarréia. Por causa da dor, surgem dificuldades para engolir e muita salivação. Por isso, é preciso redobrar os cuidados para mantê-la bem hidratada e recebendo alimentação adequada.

 DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, localização e aparência das lesões. Em alguns casos, os exames de fezes e a sorologia (exame de sangue) podem ajudar a identificar o tipo de vírus causador da infecção. É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças que também provocam estomatites aftosas ou vesículas na pele.

TRATAMENTO

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, o tratamento é sintomático com antitérmicos e antiinflamatórios.  Os medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta. 

RECOMENDAÇÕES

1 - Nem sempre a infecção pelo vírus Coxsackie provoca todos os sintomas clássicos da síndrome.  Há casos em que surgem lesões parecidas com aftas na boca ou as erupções cutâneas; em outros, a febre e a dor de garganta são os sintomas predominantes. Fique atento, portanto;

 2 - Alimentos pastosos, como purês e mingaus, assim como gelatina e sorvete, são mais fáceis de engolir; já os alimentos ácidos, muito quentes e condimentados são mais difíceis;

3 - Bebidas geladas, como sucos naturais, chás e água são indispensáveis para manter a boa hidratação do organismo, uma vez que podem ser ingeridos em pequenos goles;

4 - Crianças devem ficar em casa, em repouso, enquanto durar a infecção;

5 - Lembre sempre de lavar as mãos antes e depois de lidar com a criança doente, ou levá-la ao banheiro. Se ela puder fazer isso sozinha, insista para que adquira e mantenha esse hábito de higiene mesmo depois de curada.

Apesar de ser altamente contagiosa e já ter registrado casos no Brasil, este ano, a síndrome mão-pé-boca ainda é pouco conhecida das pessoas. A doença, causada por vírus, é mais freqüente em crianças menores de 5 anos, mas também pode afetar adultos. Ela tem esse nome justamente porque as lesões que causa na pele surgem nos pés, nas mãos e no interior da garganta. Geralmente tem evolução autolimitada, ou seja, possui períodos definidos de início e término dos sintomas.

FONTE: Por Douglas Nunes - Repórter Rádio São João.
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