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A sanjoanense Indiamara se torna 1ª mulher Presidente do Sindicato dos Treinadores de Futebol no Brasil.

Postado em 26 de março de 2018 por

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*Fonte imagem : A sanjoanense Indiamara se torna 1ª mulher Presidente do Sindicato dos Treinadores de Futebol no Brasil.*


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Mais uma mulher fez história nesta semana. Indiamara Trevisan foi eleita por aclamação – sem chapa concorrente – Presidente do Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado de São Paulo – Sitrefesp. Ela se torna a única, até hoje, a assumir o posto máximo em uma das três unidades da instituição pelo Brasil – as outras duas são no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A nova diretoria tem mandato de três anos, até 2021.

A paranaense da cidade de São João se junta a outras duas mulheres que já passaram por um cargo de presidência no futebol nacional: Patrícia Amorim, no Flamengo – 2010 a 2012, e Myrian Fortuna, no Tupi-MG – 2014 – atual. O grande objetivo de Indiamara será aproximar a entidade dos treinadores e fazer com que os profissionais de ponta contribuam ainda mais com o Sitrefesp. “Hoje, quem mais conseguimos atingir são os treinadores das categorias C, D, futsal e futebol feminino. É neles que queremos concentrar nossas ações. ‘A’ é padrão ‘A’; não vão vir ao sindicato para estudar. Mas precisamos que treinadores de ponta como Luxemburgo, Felipão, Dorival Júnior e Aline Pellegrino venham dar aula para os nossos alunos, os técnicos das categorias inferiores; que passem sua experiência para os novos profissionais do mercado. Muitos vêm; mas ainda é pontual”, disse ao ESPNW.

Indiamara pretende estar presente no dia a dia dos treinadores, de fato. “Quero visitar clubes, escolinhas, ligas de bairro e ir aos jogos para conversar com os técnicos, da Série A a D. E organizar cursos, palestras, workshops, fornecer informações sobre leis de incentivo fiscal em um site que seja mais dinâmico. Isso tudo não estava sendo feito.”

O Sitrefesp promove cursos duas vezes por ano, em maio e em novembro. Foi dessa forma que a ex-jogadora se aproximou da instituição. Formada em administração e dona de empresa, ela começou a cuidar da parte áudio visual dos cursos em 2005.

Cinco anos depois, pendurou as chuteiras e passou a ser aluna frequente. “Eu queria aprender, mas não para ser treinadora. Sempre gostei de trabalhar com gestão.” Sua única experiência como técnica foi no ano passado: assumiu o comando do time feminino sub-13 de futsal do São Caetano e conquistou o título de campeã paulista.

Indiamara entrou para a diretoria do Sindicato dos Treinadores de Futebol Profissional do Estado de São Paulo em 2015. “Era o que eu queria. Aceitei na hora. E nesses anos, sempre respeitaram minha opinião e as sugestões que dei. Meu grande mentor aqui dentro foi Mário Travaglini, ex-presidente do Sitrefesp. Ele dizia que um dia a oportunidade de eu ser presidente ia chegar, naturalmente.”

E chegou. Sem concorrência, Indiamara foi eleita por aclamação. “O preconceito, hoje, para uma mulher assumir o cargo de presidência no futebol, principalmente num sindicato, é grande. Até eu fiquei em dúvida sobre aceitar o desafio ou não. Porque quebramos paradigmas todos os dias. Mas temos que quebrar. Fizemos uma reunião e todos falaram de imediato que me queriam como presidente. Decidi encarar. A aceitação foi total.”

Ela já está preparada para possíveis resistências que venha sofrer, mas também acredita em um facilitador em sua relação com entidades e dirigentes. “Por eu não ser uma treinadora famosa, acho que isso vai me dar liberdade para eu me aproximar da Federação Paulista, da CBF. Pode ser mais fácil por eu não ser um rosto marcado. Liberdade para eu fazer meu trabalho, cobrar. Vão ter a curiosidade, primeiramente, de conhecer minha gestão e ver quais são minhas propostas para o Sindicato. Mas talvez eu enfrente, fora daqui, pensamentos como ‘mulher participando de uma reunião como essa?’”

Como jogadora, Indiamara passou numa peneira dos Santos aos 14 anos. O próximo passo foi cinco anos no Juventus, da Mooca. E então, em um draft da Federação Paulista de Futebol, foi para o Palmeiras e se consagrou campeã paulista em 2001. Passou também por Corinthians e São Caetano. Foi convocada para a seleção brasileira em 2009 e 2010, em fases de treinamento para o Sul-Americano do Equador, tendo dividido dias de treino com Marta e Cristiane.

Por Bianca Daga para ESPN

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